BROSE
Brose transforma uniformes usados em produtos exclusivos e fortalece iniciativa de design circular e empoderamento econômico de mulheres- Iniciativa de economia circular destina uniformes para reaproveitamento pela Badu Design
- Uniformes são transformados em nécessaires, mochilas, ecobags, entre outros itens
A Brose do Brasil, fabricante de sistemas de acesso veicular, adotou um programa de economia circular que reaproveita uniformes usados por seus funcionários. Em parceria com a Badu Design, empresa de impacto socioambiental, os materiais são destinados e transformados em itens utilitários, como nécessaires, mochilas, ecobags, porta-bebidas, porta-notebooks e bolsas de viagem. As peças passam a integrar ações internas de celebração e engajamento, além de iniciativas de relacionamento em eventos apoiados pela companhia.
Antes de chegar à Badu, os uniformes passam por lavagem e higienização em lavanderia parceira, garantindo condições adequadas para manuseio e reaproveitamento. Na etapa seguinte, a Badu realiza o estudo do material e conduz o processo de upcycling (reaproveitamento com maior valor agregado), convertendo o que seria descarte em produtos duráveis.
“Quando um uniforme chega ao fim do uso, ele não precisa virar lixo. Com a Badu, a gente fecha esse ciclo. O material volta em forma de novos itens e, ao mesmo tempo, apoia a profissionalização de mulheres. É um projeto de economia circular, com foco no impacto socioambiental e que também desperta o sentimento de pertencer dos funcionários”, diz Murilo Matta, presidente da Brose do Brasil, destacando que a empresa é aterro zero.
Firmada em novembro de 2024, a parceria destinou aproximadamente 550 uniformes da Brose para triagem e reaproveitamento, entre camisetas, polos, calças, blusas de moletom, jalecos e aventais. A partir desse material, foram desenvolvidos cerca de 430 novos produtos de ecodesign e upcycling, em seis categorias, como nécessaires, mochilas, ecobags, porta-bebidas, porta-notebooks e bolsas de viagem. A iniciativa investe no desenvolvimento e na produção dos itens, incluindo modelagem, prototipagem, testes de resistência, produção e validação de qualidade.
Além do reaproveitamento têxtil, a iniciativa tem impacto direto na geração de trabalho e renda. Segundo Ariane Santos, fundadora da Badu Design, a parceria com a Brose contribui com as ações de empoderamento econômico direto de cinco profissionais de upcycling, da rede de mulheres atendidas pela Badu, responsáveis por etapas como triagem técnica dos materiais, corte, costura, montagem, acabamento e controle de qualidade. Conforme a demanda, o projeto também mobiliza outras costureiras e artesãs da Liga Badu, ampliando o alcance da iniciativa na autonomia financeira feminina, contribuindo também com a agenda de emergência climática.
“Cada uniforme carrega uma história. Nós potencializamos seu valor, transformando em oportunidades para a empresa e para a sociedade. O nosso papel é dar continuidade a essa história com design, técnica e propósito. A parceria com a Brose mostra que a economia circular pode ir além do reaproveitamento de materiais. Ela pode gerar trabalho digno, fortalecer mulheres e transformar resíduos em oportunidades reais”, afirma Ariane.
Por que isso importa?
A cadeia têxtil tem impactos ambientais e sociais relevantes. Segundo o UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), o setor têxtil é responsável por 2% a 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, consome cerca de 215 trilhões de litros de água por ano, o equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas, e responde por 9% da poluição anual por microfibras nos oceanos.
A gestão de resíduos também é um desafio crescente. O UNEP projeta que a geração de resíduos sólidos urbanos no mundo pode subir de 2,1 bilhões de toneladas, em 2023, para 3,8 bilhões, em 2050.
No campo social, a economia circular já sustenta meios de vida para mais de 100 milhões de pessoas, segundo análise publicada pelo PAGE, iniciativa interagências da ONU com participação da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o que reforça a importância de garantir condições de trabalho decentes nessa transição.
Link para vídeo: https://drive.google.com/file/d/1QEPAQV_8vuuaJ05em38MNy_IiiujtXrK/view
Crédito: @badudesign
Sobre a Brose
No país desde 1998, a Brose do Brasil possui três unidades industriais, em São José dos Pinhais (PR), onde fica a sede, Jarinu (SP) e Goiana (PE), e aproximadamente 450 funcionários. Desenvolve e produz levantadores de vidro, fechaduras, módulos de porta, sistema de abertura de porta-malas e sistemas de arrefecimento para as principais montadoras instaladas no Brasil e para exportação.
Globalmente, o Grupo Brose é a maior empresa privada alemã do setor de fornecedores. A presença da marca é tão expressiva, que, no mundo, a cada três novos veículos produzidos, um é equipado com pelo menos um produto Brose. O Grupo possui 33 mil funcionários, distribuídos em 76 fábricas, localizadas em 25 países.
Sobre a Badu Design
Criada em 2012 pela administradora e designer Ariane Santos, a Badu Design é um negócio de impacto socioambiental que ressignifica resíduos industriais, transforma materiais descartados em produtos com design e forma pessoas em design circular. Em sua trajetória, a Badu já formou mais de 3.800 mulheres em iniciativas realizadas no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
