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ANEF responde 10 perguntas para o consumidor fazer a melhor escolha ao financiar um veículo

Adquirir um carro novo ou trocar por um modelo mais recente sempre fez parte dos sonhos dos brasileiros. Mais do que um bem de consumo, o automóvel representa mobilidade, independência e conquista pessoal. No entanto, transformar esse desejo em realidade geralmente passa pelo financiamento, modalidade escolhida pela maior parte dos consumidores. Diante dos juros elevados e da variedade de opções disponíveis no mercado, surge a necessidade de orientação clara e confiável para que o consumidor faça a melhor escolha na hora de financiar seu veículo.

O financiamento segue como a principal forma de aquisição de veículos no Brasil, mesmo com o crescimento das compras à vista nos últimos anos, impulsionado pelo cenário de juros elevados. Atualmente, com a taxa Selic em 15% — índice básico da economia definido pelo Banco Central — o crédito se torna mais caro, já que os bancos repassam esse custo diretamente ao consumidor.

Isso explica por que o financiamento de veículos está em um dos níveis mais caros da década.

Por isso, a importância em conhecer os produtos do mercado e fazer uma boa escolha na hora de financiar um carro. A ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) esclarece as principais dúvidas que recebe do consumidor.



  1. Qual é a taxa de juros média para financiar um carro hoje?


De acordo com levantamento da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a taxa média de juros por ano para financiar um veículo é de cerca de 28% para pessoa física, o maior patamar em mais de uma década. Bancos de montadora podem oferecer taxas menores, a partir de 20% ao ano, pois costumam ser subsidiados pelas próprias montadoras, que criam campanhas especiais.
Mas é importante ressaltar que os valores dependem do perfil de crédito do cliente e do modelo de carro adquirido.



  1. É melhor financiar por banco tradicional, banco da montadora ou financeira independente?


A diferença na oferta de crédito por essas instituições está separada da seguinte forma:



  • Bancos da montadora: geralmente oferecem condições promocionais para veículos novos, com prazos mais longos e entrada reduzida.

  • Bancos tradicionais: dão mais flexibilidade (financiam também usados), mas as taxas costumam ser mais altas.

  • Financeiras independentes: podem ter ofertas competitivas, mas exigem atenção ao Custo Efetivo Total (CET).



  1. Além dos juros, o que é crucial observar no contrato?


O consumidor deve verificar as demais tarifas para não se surpreender:



  • CET (Custo Efetivo Total), que inclui tarifas e seguros;

  • Valor da entrada, que pode reduzir consideravelmente os juros pagos;

  • Prazo do financiamento, já que quanto maior, mais caro será o custo final;

  • Cláusulas de quitação antecipada, taxas administrativas e seguros embutidos.



  1. É mais vantajoso financiar carro novo ou usado?


Carros novos oferecem garantia e menor manutenção, mas exigem entrada maior e valor financiado mais alto. Já os usados têm preço inicial mais baixo, mas juros normalmente mais altos e custos maiores de revisão. Em momentos de crédito caro, financiar um seminovo com bom histórico pode ser uma boa escolha.



  1. Carros elétricos e híbridos têm financiamento diferenciado?


Sim. Alguns bancos oferecem taxas menores para veículos de baixa emissão. Alguns oferecem taxas exclusivas, a partir de 1,29% ao mês para elétricos e híbridos. Ainda assim, o preço inicial mais alto desses modelos pesa no financiamento.



  1. Qual entrada é exigida e como isso afeta as parcelas?


Embora seja possível encontrar financiamentos sem entrada, o padrão de mercado é 20% a 30% do valor do veículo. Quanto maior a entrada, menores são os valores das parcelas e os juros pagos no total.



  1. Qual é o impacto do prazo de financiamento?


Prazos longos (até 60 meses) aliviam o orçamento mensal, mas aumentam bastante o custo total. Já prazos curtos (24 a 36 meses) reduzem o gasto com juros, mas elevam as parcelas. O ideal é equilibrar prazo e parcela dentro da capacidade financeira da família.



  1. Quais cuidados tomar para não cair em armadilhas?



  • Conferir se o banco informou o CET;

  • Desconfiar de taxas “milagrosas” abaixo da média de mercado;

  • Verificar se há seguros e tarifas embutidos;

  • Calcular o custo total de propriedade: financiamento + combustível + seguro + manutenção.



  1. O financiamento de elétricos compensa no cenário atual?


Apesar do valor mais alto, o comprador deve considerar benefícios como menor gasto com combustível, IPVA reduzido ou isento em alguns estados e manutenção mais simples. Para quem roda muito e consegue linhas de crédito verde, pode compensar financeiramente em médio prazo. Porém, os pontos de recarga são ainda uma preocupação longe dos grandes centros urbanos.



  1. Quais os produtos de financiamento de veículos existentes no mercado?


CDC (Crédito Direto ao Consumidor)


É a forma mais comum. O cliente pega o crédito no banco/financeira e paga em parcelas fixas (juros + amortização).


O veículo fica em alienação fiduciária (em nome do banco até a quitação).


A taxa de juros varia de acordo com o perfil de crédito e os prazos são de até 60 meses, em média.


É indicado para: quem quer previsibilidade nas parcelas.


Leasing (Arrendamento Mercantil)


Parecido com aluguel de longo prazo, o cliente paga parcelas para usar o carro e, no fim do contrato, pode comprar o bem pelo valor residual.


Essa modalidade de crédito não tem incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Pode ser vantajoso para empresas (benefícios fiscais) e o veículo fica em nome da financeira até a opção de compra.


Mais indicado para: empresas ou consumidores que pensam em trocar de carro com frequência.


Consórcio de Veículos


É a modalidade de compra programada, sem juros. O cliente paga parcelas mensais e, quando contemplado por sorteio ou lance, recebe carta de crédito para comprar o veículo.


Há cobrança de taxa de administração e pode demorar para ser contemplado. É uma boa alternativa para quem não tem pressa, por isso é indicado a quem planeja a compra do veículo a médio ou longo prazo.


Financiamento Balão (ou Balloon Payment)


Atualmente uma das modalidades mais procuradas em bancos de montadoras. É indicada para quem quer parcelas baixas e pretende trocar de carro em poucos anos.


O cliente paga parcelas menores durante o contrato e, ao final, uma parcela maior (residual).


Leasing Operacional / Assinatura de Veículos


Trata-se de um modelo mais recente, oferecido por montadoras e locadoras. O consumidor paga uma mensalidade para usar o carro (inclui IPVA, manutenção e seguro).


Nesse caso, não há aquisição do bem no final (a não ser que haja opção de compra).
O custo pode ser maior do que financiamento no longo prazo e quem
contrata não precisa se preocupar com manutenção, documentação e seguro.
Cartas de Crédito Especiais (linhas verdes para elétricos e híbridos)


Para quem quer comprar um elétrico ou híbrido, existem linhas de financiamento diferenciadas para carros de baixa emissão, oferecidas por alguns bancos.


Os juros são menores do que o CDC tradicional e há condições especiais de entrada e prazo. É indicado para quem vai comprar elétrico/híbrido e busca financiamento mais sustentável.


Sobre a ANEF


Fundada em 1993, a ANEF representa as suas marcas associadas nos órgãos do governo, em entidades de classe e associações congêneres, divulga, esclarece e presta informações, tanto à imprensa quanto aos consumidores em geral, sobre as modalidades de financiamentos – CDC (Crédito Direto ao Consumidor), Finame, Leasing e Consórcio –, nos segmentos de automóveis, ônibus, caminhões e motocicletas. A entidade representa, hoje, seis marcas e suas respectivas estruturas de serviços financeiros, incluindo bancos, empresas de arrendamento mercantil e administradoras de consórcios vinculados à indústria automotiva.


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