Fique por dentro Por que é importante para a sua empresa disputar prêmios?

Você já colocou no planejamento de comunicação da empresa “disputar prêmios ou participar de rankings”? Se ainda não, saiba que a estratégia contribui muito para o engajamento e o orgulho de pertencer dos funcionários e impacta diretamente a imagem e a reputação da marca no mercado.

Os mais tradicionais e cobiçados são os do GPTW (Great Place to Work). Anualmente, a consultoria publica mais de 40 rankings, premiando as Melhores Empresas para Trabalhar em âmbito nacional, regional, setorial (como TI e Saúde) e temático (Melhores Empresas para Mulheres).

No Brasil, o primeiro ranking GPTW foi divulgado em 1997. De lá para cá, muita coisa mudou, inclusive, a sua diversificação. Contudo, o pontapé inicial para a avaliação continua o mesmo. Uma pesquisa com os funcionários para medir o grau de satisfação deles relativamente à credibilidade, respeito e imparcialidade dos gestores, orgulho em relação ao trabalho e à empresa, camaradagem entre os colegas.

E não poderia ser diferente. Quem melhor para falar sobre o ambiente de trabalho do que o empregado?

Além do GPTW, no Brasil existem vários outros rankings e premiações, ligados à veículos de comunicação, entidades ou associações, como o Top de Marketing, criado em 1971 pela ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil); o Prêmio Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) que, anualmente, desde 1967, reconhece as melhores ações de comunicação corporativa; o Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas – MPE Brasil –, parceria do Sebrae, do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e do Grupo Gerdau, com o apoio técnico da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ); entre centenas de outros.

Seja qual for o prêmio ou o organizador, é importante estar no radar. Afinal, qual empresa não quer ser eleita uma das melhores para se trabalhar? Nesse caso, um dos benefícios diretos é aumentar a capacidade de a empresa reter e atrair mais talentos. Quanto mais qualificado for o time, melhor para a corporação e, também, para os clientes. Isso, por si só, já é um estímulo para a empresa disputar prêmios.

Mais motivos para a sua empresa disputar prêmios?

Prêmios que reconhecem as competências da empresa ou as qualidades e diferenciais dos produtos e serviços são comuns no mundo todo. Em maior ou menor grau, dependendo do próprio prestígio que cada prêmio conseguiu acumular, eles contribuem para alavancar o desenvolvimento tecnológico da marca, aprimorar a eficiência dos serviços, incentivar boas práticas corporativas, como a diversidade, e atrair novos investidores, para citar alguns ganhos.

Ter o nome da empresa vinculado a um prêmio de credibilidade e divulgado pela mídia pode ampliar os negócios. Em muitos casos, nem é preciso ser o vencedor. Estar presente numa lista de indicações ou ser finalista já é motivo para celebrar.

A participação, com vitória ou não, traz não só visibilidade e prestígio, mas também reconhecimento do mercado e, muitas vezes, lições que, se compreendidas, podem tornar a empresa ainda mais competitiva e admirada. Lições que podem, por exemplo, mostrar caminhos para aperfeiçoar a gestão dos recursos humanos.

Para os clientes (pessoas jurídicas e físicas), os prêmios funcionam como chancela – um atestado de confiança. É um excelente indicador da ética, dedicação e especialidade da marca e o que também a diferencia no mercado. Novos e antigos clientes estão atentos às empresas, produtos ou serviços premiados.

E o Planejamento de Comunicação com isso?

Mas por que disputar prêmios tem que estar no radar do planejamento de comunicação da empresa? Por vários motivos. A começar pela necessidade de mapear as premiações que existem no mercado e analisar quais são as mais relevantes para a marca. Com o amplo conhecimento que têm da empresa, das especificidades de cada área, da estratégia dos negócios, dos públicos-alvos, os profissionais de comunicação, internos ou da agência, são os mais capacitados para essa parte do trabalho.

A premiação pode ser ideal e o objetivo principal da empresa, mas não tem um case que atenda a todos os requisitos, por exemplo. Ou existe, inclusive com potencial para ganhar/ser finalista, mas não foi documentado, não há fotos, vídeos, indicadores. Então, será preciso se preparar para a próxima edição do prêmio.

Por falar em requisitos, é importante saber que a maioria dos prêmios tem um custo de inscrição, formato para apresentação, de case ou book, e outras exigências. Ou seja, demanda investimento financeiro e horas de trabalho dos profissionais envolvidos. Portanto, muitas vezes é preciso escolher, embora a vontade seja disputar e ganhar todos.

No que diz respeito à apresentação, em alguns casos, um conteúdo bem escrito, que contemple todos os requisitos do regulamento do prêmio, com imagens, vídeos, depoimentos, resultados e, principalmente, inscrito na categoria certa, avança alguns passos rumo ao pódio. Em outros, essa parte só garante a classificação para a segunda etapa, que demanda uma defesa ao vivo. Será necessário preparar o responsável e o material para a apresentação presencial.

Todo o trabalho descrito acima, considerando a disputa por um prêmio que vai reconhecer um case de inovação ou comunicação, por exemplo, será melhor avaliado se preparado pela equipe de comunicação, com profissionais multidisciplinares.

E depois que ganhar ou figurar no ranking dos melhores, qual profissional está mais apto para divulgar a conquista, para qualquer que seja o público, tipo de linguagem ou meio? A equipe de comunicação, claro.

Premiar os funcionários também é uma boa ideia

Assim como é importante para a empresa, também vale a pena incentivar os funcionários a participarem de prêmios realizados no mercado. A vitória dele, além de motivá-lo, garante prestígio à companhia.

E que tal criar uma política de premiação para os funcionários? É uma excelente prática para atrair e reter os melhores profissionais, cada vez mais disputados pelo mercado.

Prêmios e reconhecimentos internos são fundamentais para manter o time engajado. Por sua vez, funcionários satisfeitos rendem pontos no ranking do GPTW e em outras premiações para a empresa.

Está criado o círculo virtuoso.

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