Fique por dentro Assessoria de Imprensa e Redes Sociais são ferramentas totalmente distintas

Um erro de muitos empreendedores e empresas que ainda não desenvolveram uma cultura de comunicação é confundir assessoria de imprensa com redes sociais. “Para que vou pagar uma assessoria de imprensa, se posso divulgar minha marca nas redes sociais?”, alguns questionam. Será que pode? Será que o resultado é o mesmo? Para entender melhor, vamos explicar como funciona cada uma das ferramentas.

Mais antiga e, preferencialmente, praticada por agências de comunicação estruturadas, a assessoria de imprensa é o elo de comunicação e relacionamento entre a empresa e a mídia. A agência é o facilitador para o trabalho do jornalista, pois entende suas necessidades e fornece exatamente o que ele precisa para produzir uma matéria, garantindo visibilidade para a marca, com credibilidade.

Além de atender às demandas da mídia, o assessor de imprensa tem a obrigação de conhecer profundamente seu cliente, como explicamos no artigo “Relações Públicas ou Assessoria de Imprensa, o que a sua marca precisa?”. A partir dessa compreensão, terá uma atuação proativa, sugerindo pautas interessantes do ponto de vista jornalístico e, assim, conquistar importantes espaços editoriais nos mais diferentes veículos. É o que chamamos de mídia espontânea e gratuita, que proporciona prestígio à marca, autoridade e confiabilidade dentro do seu segmento de atuação. Esse bom resultado contribui, também, para atrair seguidores para as redes sociais, onde se inicia o relacionamento mais direto com os consumidores.

Transparência é muito importante

O sucesso do trabalho da assessoria de imprensa dependerá da expertise do assessor, do seu bom relacionamento com os jornalistas e, também, da qualidade das informações disponíveis para divulgação. Como garantir a exposição nas editorias de economia ou negócios de veículos relevantes, por exemplo, se o cliente não informa dados sobre faturamento, crescimento, investimentos, estratégias e planos para o futuro? Muito difícil.

Em poucas palavras, esse é o serviço de assessoria de imprensa ou relações com a mídia da agência de comunicação. Contudo, como os profissionais conhecem profundamente a empresa, também estão aptos a produzir conteúdo para as redes sociais.

Mas um serviço não substitui o outro. Ao contrário, se complementam e podem até se beneficiar um do outro. A matéria jornalística pode ser compartilhada e gerar muito engajamento nas redes sociais, assim como um comentário ou pesquisas realizadas pela empresa, no Facebook ou Instagram, podem gerar ótimas sugestões de pauta.

A simbiose é possível, e multiplica os resultados, quando a empresa contrata uma agência full service, com equipes multidisciplinares, que prestam diferentes serviços de comunicação e conversam entre si, compartilhando experiências e ideias, sempre alinhadas ao planejamento de comunicação.

Redes sociais modernas surgiram em 1997

Para muitos especialistas, a primeira rede social nos moldes das atuais surgiu em 1997: o SixDegrees.com. Nele, já era possível montar um perfil e adicionar participantes. Depois dele, vieram outros, como Friendster, MySpace, hi5 e o Orkut, que conquistou os brasileiros, mas foi substituído pelo Facebook. Além dele, Instagram, LinkedIn e Twiter são as plataformas mais populares do mundo, que reúnem milhões de usuários.

O que move as redes sociais é o desejo de as pessoas se conectarem entre si, onde quer que estejam, e também com suas empresas e marcas preferidas; compartilharem informações e fotos; buscarem dados sobre profissionais, marcas ou produtos/serviços. Ao seguir, por exemplo, a página no Instagram de uma marca que gosta, o internauta inicia um relacionamento que poderá levá-lo ou não a consumir seus produtos ou serviços.

É aí que entra o trabalho da equipe de comunicação responsável pela gestão e produção de conteúdo para as redes sociais, que são uma vitrine, que expõe a empresa 24 horas por dia, no mundo inteiro. Um post errado ou comentário negativo podem virar notícia na mídia rapidamente. Da mesma maneira, uma reportagem de impacto na grande mídia logo é assunto nas redes sociais.

Públicos diferentes, linguagens diferentes

Apesar de toda a conexão, fica claro que assessoria de imprensa e redes sociais são ferramentas completamente distintas, que demandam estratégias e linguagens próprias. E a mesma ferramenta também exige técnicas diferenciadas para transmitir a mensagem.

Como exemplificamos acima, os jornalistas focados em economia e negócios querem números. Os que cobrem produto, saber como foi desenvolvido, matérias-primas etc. Nas redes, o Facebook permite a publicação de conteúdos por meio de links, textos, fotografias, vídeos e gifs. O Instagram é mais focado em fotografias, embora os vídeos também sejam permitidos.

Apesar das diferenças, todas as ferramentas têm relevância para que os objetivos do Plano de Comunicação da empresa sejam alcançados. E o mais importante, todas demandam estratégia, planejamento e profissionais capacitados.

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